A Fantástica Fábrica de Chocolate

A realização social de um sonho

O período de Páscoa simboliza o clima de reflexão e culto à fé cristã. É também uma data em que a gastronomia é fortemente reverenciada através do sentimento da solidariedade, da comunhão. Além da cultura do peixe, outro produto que alimenta o imaginário popular é o chocolate, consumido em clima festivo no dia em que se celebra a ressurreição de Cristo. Em meio esse ambiente pascal, a sugestão do filme para a coluna é “A Fantástica Fabrica de Chocolate”.

 
O roteiro é baseado no livro homônimo de Roald Dahl e relata uma história que envolve a realização de sonho e solidariedade com boa dose de humor protagonizada pela brilhante atuação de Johnny Deppy. 
 
O personagem Willy Wonka, na infância, foi privado de comer doce pelo pai que era dentista. Mas essa frustração foi superada na fase jovem, quando ele resolve construir sua própria fábrica de chocolate. No início de pequeno porte, porém no processo transformou-se em uma grande fábrica de chocolate. O Sr Wonka tinha talento nato para criar doces e chocolates deliciosos. 
 
O seu comércio se consolidou em um grande negócio, até que um dia, o proprietário descobre que muitos dos funcionários da fábrica eram espiões, que pediam emprego para ter acesso a fórmulas secretas que faziam dos doces produtos de genial sucesso.
 
Decepcionado, ele dispensa todos os funcionários e fecha a fábrica. Após, alguns meses, a fábrica volta a funcionar, mas de forma misteriosa, pois ninguém sabia quem trabalhava lá, pois não havia movimento de funcionário, somente os índices de que tudo estava normalizado, uma vez que os doces e chocolates maravilhosos estavam circulando no comércio. Para surpresa de todos, um certo dia, a comunidade foi despertada com a seguinte manchete: "Finalmente a fábrica Wonka será aberta para alguns felizardos". 
 
Em idade já avançada e preocupado em quem iria sucedê-lo, o Sr Wonka resolve criar uma promoção para crianças, que torna pública ao mundo inteiro: cinco convites dourados em barra de chocolates como bilhete de entrada para visitação à fábrica. Além de possibilitar aos felizardos um dia inteiro na fábrica. Os detentores do convite ficariam o dia inteiro dentro da fábrica e um deles ganharia um prêmio especial. É de imaginar que a busca pelo convite provocaria uma verdadeira corrida ao tesouro, pois todas as crianças desejavam conhecer a incrível fábrica. 
 
Das cinco crianças que acharam o convite, cada um apresenta comportamento singulares que carece de um pensar, porém o que se destaca é o quinto garoto chamado Charlie. Trata-se do último garoto que encontra o convite dourado, ele mora em casebre com seus pais e seus quatros avós, e mesmo sendo seu maior sonho conhecer a fábrica de chocolates Wonka, pensa em trocar o convite por dinheiro para melhorar a vida da sua família, porém seu avô não permite, alegando que dinheiro pode-se se obter de outras formas, porém esse convite é único. 
 
É esse traço que envolve Charlie, o menino humilde que tem sua vida transformada através do convite a e visita ao império dos chocolates, que dará o tom a esse filme, leve, humorado, mas com uma dimensão humana, social que nos leva a refletir quais são os verdadeiros valores que se deseja cultivar no meio de uma sociedade capitalista em que o TER domina o SER.  Uma boa reflexão para esse período pascal.
 
Ficha Técnica 
Título Original: Charlie and the Chocolate Factory.
Origem: Estados Unidos, 2005.
Direção: Tim Burton.
Roteiro: John August, baseado em livro de Roald Dahl.
Produção: Brad Grey e Richard D. Zanuck.
Fotografia: Philippe Rousselot.
Edição: Chris Lebenzon.
Música: Gardner DeAguiar, Jesse Shaternick, Manuel Ignacio, Danny Elfman e RaVani Flood.
 

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Comentários

  • Deguste
    Lucia Benevides disse:

    O filme é realmente maravilhoso, mas não a segunda versão. Gene Wilder é um Willy Wonka muito melhor e menos afetado que Johnny Depp. É claro que os efeitos especiais e toda a tecnologia fazem a diferença, mas a primeira versão tem muito, muito mais charme.

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    • Deguste
      Rejane de Souza disse:

      Grata pelo comentário Lúcia Benevides. Com certeza, a primeira versão aponta mais profundidade. Mas a segunda é justamente produzida para revelar essa leveza com boa dose de ingenuidade e humor visando a um público mais infantil, penso. Esteja sempre à vontade para comentar, pois além de fortalecer a interação, enriquece os saberes de todos.

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