Novo perfil profissional?

A diversidade e a complexidade do mercado de trabalho têm modificado os perfis profissionais. E, de certa forma, causado confusão nos novos profissionais e também um conflito entre os novos e os antigos. Conflito natural do desenvolvimento das profissões, modernização de técnicas, tecnologias, de conceitos morais e comportamentais e rapidez da divulgação de informações.
 
Não sou profissional da área de Recursos Humanos, no entanto, lido muito diretamente com contratações, treinamentos, ajustes, capacitações, qualificações e desenvolvimento de equipes para os estabelecimentos que presto consultoria, seja na captação de novos talentos ou mesmo ajustando a equipe existente.
 
Assim sendo, tenho observado algumas modificações interessantes na nossa categoria profissional (auxiliares de cozinha, cozinheiros e chefs de cozinha), uma delas é o descobrimento da importância da formação profissional, seja de formação acadêmica ou de formação por capacitação/qualificação. Esse novo comportamento tem trazido uma conscientização interessante para categoria, universalização de informações técnicas, práticas e teóricas, consolidação da ideia da profissão, encorajamento, empoderamento dos novos profissionais no mercado e justa equalização com aqueles profissionais que estavam estagnados academicamente, pois um novo fôlego foi encontrado por esses profissionais e isso trouxe a vontade e a realização do sonho de uma formalização institucionalizada através das instituições de ensino, sejam elas de formação superior ou de qualificação.
 
Por outro lado, tenho observado, também, e tenho tido dificuldade de esclarecer, ajustar, conscientizar, informar e dar o tom realístico da profissão a uma boa leva de novos profissionais que tem chegado ao mercado, com informações distorcidas, comportamentos antagônicos aos ditados pelas instituições sanitárias vigentes no país, tomadas de decisões embasadas apenas no "achismo insubordinado", sem nenhum conhecimento de leis trabalhistas, sindicais ou mesmo regulamento técnico da profissão, e isso gera instabilidade nas equipes, no próprio profissional e no momento da contratação pelo empresários.
 
A "atitude exagerada do empoderamento" tem dado uma falsa ideia de “Dr. Sabe Tudo” e que não é necessário nada mais ao aprendizado ou o respeito aos regulamentos internos das empresas, aumentando, assim, o "turnover" que já é natural em nossa profissão, causando um impacto negativo em sua carreira, dando prejuízos aos empresários, perdendo tempo em treinamento, novas contratações, desfazimento de equipes. Muitas vezes em momentos cruciais, como os de inauguração e abertura de estabelecimento, por exemplo.
 
Por isso, fica aqui uma pequena dica: DESARME-SE! VENHA PARA O MERCADO COM OS "SEUS PÉS NO CHÃO, SUAS MÃO NAS PANELAS, SUA CABEÇA ABERTA PARA O APRENDIZADO PRÁTICO E SEU UMBIGO NO FOGÃO!"
 
Deixe o conceito de "chef auto-intitulado e auto-empoderado" para mais tarde! Ou melhor: DEIXE QUE SEU TALENTO, SEU TRABALHO, SEU NOME E SUA CARREIRA SE CONSOLIDEM CONCRETAMENTE e, assim, logo logo seu título de CHEF virá com certeza!
 

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