Tudo fica melhor com chocolate... até museus!

 
Não falta chocolate na Cidade Luz. A França é a pátria-mãe de chocolatiers renomados mundialmente, todos mantendo pequenas boutiques especializadas em Paris, claro. Sozinhos, os franceses consomem 400 toneladas de chocolate, anualmente. E mais da metade deles dedica cerca de 268 euros por ano (em média) ao pecado da gula por chocolate. Logo, não é surpresa que a cidade tenha um museu dedicado a esse manjar dos deuses.
 
Localizado na Grands Boulevards, área central da cidade, perto de vários bares e restaurantes, o Museu do Chocolate ocupa três pavimentos (térreo, superior e subsolo), cada um com o seu tema. O primeiro andar conta a história do cacau, com destaque para a Civilização Maia e o Império Asteca. Os maias cultivavam a planta e, a partir de suas sementes, faziam uma bebida amarga chamada xocoatl (na língua maia, xoco significa amargo ou ácido, e atl eé água). Já para os astecas, as sementes de cacau valiam dinheiro, literalmente, e eram usadas para pagar tributos e como uma forma importante de divisas.
 
O andar superior do museu mostra o envolvimento e desenvolvimento da história do chocolate na Europa, desde a chegada das primeiras sementes à Espanha em 1527, quando a iguaria, na época consumida apenas como bebida, ganhou a adição de açúcar de cana, canela e anis. A exposição ressalta que o século 17 trouxe uma grande inovação: o chocolate em formato de doces e bombons, o que consolidou seu lugar nas mesas da nobreza europeia. Todavia, a França demorou para entrar na onda. Reza a lenda que o grande responsável por introduzir de vez o chocolate no país foi o farmacêutico particular de Maria Antonieta, que também montou a primeira loja de chocolate de Paris. Outra curiosidade é que apenas no século 19 foram abertas as primeiras fábricas de chocolate, e, a partir de então, o produto passou a ser cada dia mais consumido na Europa, principalmente na França e na Suíça.
 
Para finalizar, no subsolo do museu acontecem demonstrações de fabricação de chocolate, além da parte favorita de todo mundo: a degustação! Os visitantes são convidados a experimentar os chocolates fabricados durante a demonstração, além de pequenas amostras de produtos feitos com cacau de vários países, como Peru, Costa Rica, Venezuela e Vanuatu... uma incrível viagem para os sentidos e uma fonte de bem-estar que reforça o próprio lema do museu, "chocolate é bom para a sua saúde".
 
Portanto, na sua próxima viagem a Paris, ao lado do Louvre, Orsay, Pompidou, por que não visitar também o Museu do Chocolate?
 

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