Massas & Vinhos

 
As massas ou pastas, como as chamam os italianos, fazem pratos indissociavelmente ligados aos vinhos, no entanto, por si só não definem o tipo, a cor nem o estilo do vinho, dado que são alimentos neutros. Qualquer que seja a massa (pasta): Pizza (massa estendida), Canelonni, Fettuccine, Spaghetti, Ravioli, Lasagna..., o que deverá nortear a escolha do vinho: branco, rosado ou tinto, leve ou encorpado, será o molho, a cobertura ou recheio que irá acompanhá-la. Isso porque, será o molho, a cobertura ou recheio com seu sabor mais ou menos marcante, mais ou menos intenso, acídulo, sápido, doce ou agridoce, quem irá nortear a escolha do vinho.
 
Geralmente, as massas, por um apelo gastronômico territorial, combinam bem com os vinhos italianos, mas, ainda que limitássemos sua harmonização com estes, teríamos um imenso acervo de rótulos para escolher, cabendo recorrer, sem qualquer perda de sinergia, a diversos outros países.
 
A escolha do vinho deve obedecer, inicialmente, ao critério estrutural do prato, de modo que ambos tenham pesos compatíveis. Para molhos de sabores intensos e marcantes, vinhos de sabores igualmente intensos e marcantes. Para molhos ou recheios de sabores mais leves, vinhos naturalmente mais leves.
 
O julgamento de força do molho em geral é aferido pelo sabor ou impacto detectado na boca. E sua textura e cor funcionam como um termômetro capaz de indicar o peso que encontraremos no prato. Molhos de textura mais espessa (densa) e cor escura refletem um maior tempo de cocção e, por isso, são mais fortes, ao passo que molhos menos espessos e de cores mais claras são mais leves.
 
A julgar pela cor, por exemplo, é acertado dizer que um molho à base de tomate (pomodoro) ou bolonhesa (carne), pedem um tinto de médio corpo, como um Chianti Clássico, enquanto que um molho a base de leite ou de queijos leves, menos ácidos e mais calóricos, pedem um vinho branco cuja acidez fará um melhor contraponto com sua gordura.
 
Para as pizzas e lasanhas, a cobertura e o recheio ditarão o vinho. Prefira brancos, para as de queijos, vegetais e frutos do mar, recorra aos tintos leves com as de bacalhau e atum, e apele para um tinto com mais corpo para enfrentar as carnes e os embutidos.
 
Fugindo do universo italiano dos vinhos, as escolhas ganham uma dimensão ainda maior, com inúmeras outras opções para se contemplar com sucesso, bastando, para tanto, que se leve em conta a característica que define o molho, a cobertura ou o recheio.

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