Pizza: um patrimônio de todos

Foto: Rogério Vital / Arquivo Deguste
 
A Arte dos Pizzaiolos Napolitanos entrou para a lista de Patrimônio Imaterial da Humanidade da Unesco! A decisão foi adotada pelo Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, que se reuniu na ilha de Jeju, na Coreia do Sul, no dia 6 de novembro. Segundo Antonio Pecoraro Scano, um dos promotores da campanha, "o reconhecimento da Arte dos Pizzaiolos napolitanos é a reafirmação de uma tradição histórica que para o nosso país representa, há séculos, um verdadeiro elemento de união cultural".
 
Lançada em 2014,  a campanha para a candidatura passou por mais de 100 países no mundo recolhendo 2 milhões de assinaturas:: na capital potiguar a empresa Mediterrâneo Buffet e o Centro di Cultura Italiana MadrelinguA se encarregaram de representar oficialmente a colheita das assinaturas em dois evento ao longo desse ano.
 
A relação entre o Brasil e a pizza vem de longe: devido à imigração italiana, somente em São Paulo cerca de cinco mil pizzarias estão em funcionamento atualmente, preparando em média 450 mil pizzas por dia apenas para a capital e aproximadamente 800 mil para todo o estado. São Paulo é um dos lugares mais antigos em relação às pizzarias napolitanas: em 1910 foi aberta a primeira pizzaria napolitana do país, enquanto, pelo que se tem conhecimento, ainda não existia nenhuma em Milão, no norte da Itália!
 
Além da pizza, a Itália teve no passado mais dois reconhecimentos gastronômicos pela UNESCO: a prática agrícola de cultivo da uva Zibibbo e a dieta mediterrânea. A prática agrícola de cultivo da uva Zibibbo, na ilha de Pantelleria, é uma tipologia tradicional de cultivo com base na criação de buracos no chão com cerca de 20 centímetros de profundidade e que leva a vinha tomar a forma de pequenas árvores dentro destas bacias, a fim de roubar os escassos recursos hídricos no solo e ao abrigo do forte vento que sopra o ano inteiro.A inclusão da dieta mediterrânea no Patrimônio Mundial Imaterial da Humanidade ratifica uma práticaalimentar e social que para muitos representa o “ideal” à mesa. Entretanto, o importante não é somente o que se come, mas como isso se faz: em sua nota a UNESCO reconhece que "...a dieta mediterrânea não compreende apenas a alimentação, já que é um elemento cultural que propicia a interação social".
 
A saúde e o convívio agradecem.
 

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