A Versatilidade dos Vinhos Rosados

 
Antes de adentrar tecnicamente na esfera enogastrônomica deste tipo de vinho, cabe esclarecer que “rosé” ou “rosado” em bom português, não é um tipo, mas um estilo de vinho. As castas (variedade de uvas) são essencialmente tintas, de cuja pele (casca), vermelha escura, bordô, vermelho azulada ou mesmo negra, extrai-se, por diversos métodos, através de uma curta maceração (extração), a cor rósea desejada pelo produtor.
 
Depois, cumpre dizer que não se trata de vinhos apenas para as mulheres, como defendem alguns conceitos machistas encorajados por sua leveza e cor pink (feminina), pois, a julgar pela força – se coubesse - o rosé é mais másculo que os brancos. 
 
E, por último, chamar a atenção para a qualidade desse estilo de vinho que, atualmente, diverso dos rosados produzidos no passado, apresentam uma qualidade média muito superior. 
 
O moderno vinho rosado é elaborado através de sangria, quando iniciada a fermentação com a presença das cascas, depois de algumas horas, o mosto (suco de uvas) ainda em fermentação, é drenado para outro tanque, livre das cascas, para continuar o processo sob rigoroso controle de temperatura, até a sua conclusão. E o gradiente de cor rosa do vinho, mais ou menos intenso, dependerá sempre do tempo de contato das cascas das uvas tintas com o mosto em fermentação.
 
A vasta compatibilidade de harmonização do vinho rosado com a grande maioria dos frutos do mar: camarões, lagostas, mexilhões, peixes, ampara-se, inclusive, na sua paridade cromática. Além disso, a textura fibrosa e o leve dulçor desses alimentos clamam por um vinho de acidez marcante e refrescante, que os complementem por contraste, resultando dessa união uma sinergia perfeita. 
 
Entretanto os casamentos não param nesse ponto. A diplomacia dos vinhos rosados também resulta de bons acordos matrimoniais com as massas de molhos vermelhos leves, aves, carnes brancas, peixes como o salmão e uma série de queijos frescos, de meia cura e/ou levemente macios, algo que, pela ampla diversidade, confere a este tipo de vinho uma versatilidade e ecletismo impressionantes. 
 
Com tamanha versatilidade, é oportuno dizer que os vinhos rosados freqüentam como benquistos às mesas onde alguns tintos (por sua estrutura) são desastrosos, e onde alguns brancos (por sua leveza) se sentem intimidados.
 

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