Don Laurindo lança rótulo em edição especial

Publicado em 15 de fevereiro de 2011

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 Fotos:Rogério Vital/Deguste
Ademir Brandelli é da quarta geração da família dona da marca Don Laurindo e esteve em Natal em janeiro a caminho de Fernando de Noronha
 
No pró­xi­mo mês de mar­ço, a  vi­ní­co­la gaú­cha Don Laurindo pre­ten­de lan­çar uma edi­ção es­pe­cial em co­me­mo­ra­ção aos 20 anos de ati­vi­da­de co­mer­cial de sua mar­ca de vi­nhos e pe­lo ani­ver­sá­rio de 80 anos de Laurindo Brandelli, o atual pa­triar­ca re­pre­sen­tan­te da ter­cei­ra ge­ra­ção de uma fa­mí­lia de ita­lia­nos que che­gou ao Brasil no sé­cu­lo 19 e se es­ta­be­le­ceu no Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul.

O no­vo ró­tu­lo vai se cha­mar Don Laurindo 2008, e se­rá uma edi­ção es­pe­cia­lís­si­ma, com ape­nas 1860 gar­ra­fas, fei­ta de um cor­te das uvas Tanat, Merlot, Malbec, Ancellotta e Cabernet Sauvignon.  A ex­pec­ta­ti­va é que se­ja um vi­nho de ex­ce­len­te qua­li­da­de, em vir­tu­de da boa re­pu­ta­ção vi­ní­co­la que a Don Laurindo go­za no mer­ca­do na­cio­nal.

No mês de ja­nei­ro, quem es­te­ve em Natal foi o atual con­tro­la­dor da Don Laurindo, Ademir Brandelli, que é o re­pre­sen­tan­te da quar­ta ge­ra­ção da fa­mí­lia e atual­men­te to­ca os ne­gó­cios da vi­ní­co­la. Ademir é fi­lho de Laurindo Brandelli e es­te­ve em Natal de pas­sa­gem, a ca­mi­nho de Fernando de Noronha, on­de foi apro­vei­tar par­te das fé­rias com dois fi­lhos ado­les­cen­tes. Antes de em­bar­car pa­ra a ilha, ele es­te­ve na se­de da Vinhedos, a mar­ca que dis­tri­bui seus vi­nhos em Natal, e vi­si­tou dois res­tau­ran­tes que lhe fo­ram re­co­men­da­dos por pes­soas que o orien­ta­ram an­tes da vin­da a Natal: Camarões e Mangai. 

Os vinhos da Don Laurindo estão entre os melhore do Brasil

 Ademir é enó­lo­go há 33 anos e nun­ca an­tes ti­nha es­ta­do em Natal. Ele pa­re­ceu ter gos­ta­do das in­for­ma­ções que re­ce­beu do mer­ca­do lo­cal, as quais ob­te­ve en­quan­to fo­lheou as edi­ções de de­zem­bro 2010 e ja­nei­ro 2011 da re­vis­ta DE­GUS­TE. Leitura que fez den­tro no tá­xi que o le­vou pa­ra o ho­tel, em Ponta Negra.

A Don Laurindo é uma vi­ní­co­la que in­ves­te em qua­li­da­de, em de­tri­men­to de quan­ti­da­de. São 120 mil gar­ra­fas por ano em 15 hec­ta­res de vi­nhe­dos na mes­ma fa­zen­da que foi com­pra­da pe­lo pio­nei­ro da fa­mí­lia, Marcelino Brandelli, bi­sa­vô de Ademir, em 1887. Depois de Marcelino, os fi­lhos e ne­tos de­ram con­ti­nui­da­de à ati­vi­da­de agrí­co­la: César Brandelli (avô de Ademir) e Laurindo Brandelli, (pai de Ademir), que fa­rá 80 anos em mar­ço.

A pro­du­ção da Don Laurindo é prio­ri­ta­ria­men­te co­mer­cia­li­za­da no Brasil: 35% no Rio Grande do Sul, 30% em São Paulo e o res­tan­te dis­tri­buí­do pe­los vá­rios es­ta­dos. Para Ademir, a maior di­fi­cul­da­de pa­ra os vi­nhos na­cio­nais em re­la­ção aos vi­nhos im­por­ta­dos é fa­zer fren­te aos bai­xos im­pos­tos co­bra­dos  em ou­tros paí­ses em re­la­ção ao Brasil. Enquanto os vi­nhos pro­du­zi­dos no Rio Grande do Sul são ta­xa­dos em 54%, os vi­nhos chi­le­nos e ar­gen­ti­nos re­ce­bem en­tre 18% e 20% de tri­bu­tos em seus paí­ses. Além dis­so, há a ten­dên­cia his­tó­ri­ca do bra­si­lei­ro de va­lo­ri­zar mais o que é de fo­ra do que o pro­du­to na­cio­nal.