Notícias
Página anteriorDon Laurindo lança rótulo em edição especial
| Fotos:Rogério Vital/Deguste |
![]() |
| Ademir Brandelli é da quarta geração da família dona da marca Don Laurindo e esteve em Natal em janeiro a caminho de Fernando de Noronha |
O novo rótulo vai se chamar Don Laurindo 2008, e será uma edição especialíssima, com apenas 1860 garrafas, feita de um corte das uvas Tanat, Merlot, Malbec, Ancellotta e Cabernet Sauvignon. A expectativa é que seja um vinho de excelente qualidade, em virtude da boa reputação vinícola que a Don Laurindo goza no mercado nacional.
No mês de janeiro, quem esteve em Natal foi o atual controlador da Don Laurindo, Ademir Brandelli, que é o representante da quarta geração da família e atualmente toca os negócios da vinícola. Ademir é filho de Laurindo Brandelli e esteve em Natal de passagem, a caminho de Fernando de Noronha, onde foi aproveitar parte das férias com dois filhos adolescentes. Antes de embarcar para a ilha, ele esteve na sede da Vinhedos, a marca que distribui seus vinhos em Natal, e visitou dois restaurantes que lhe foram recomendados por pessoas que o orientaram antes da vinda a Natal: Camarões e Mangai.
![]() |
| Os vinhos da Don Laurindo estão entre os melhore do Brasil |
Ademir é enólogo há 33 anos e nunca antes tinha estado em Natal. Ele pareceu ter gostado das informações que recebeu do mercado local, as quais obteve enquanto folheou as edições de dezembro 2010 e janeiro 2011 da revista DEGUSTE. Leitura que fez dentro no táxi que o levou para o hotel, em Ponta Negra.
A Don Laurindo é uma vinícola que investe em qualidade, em detrimento de quantidade. São 120 mil garrafas por ano em 15 hectares de vinhedos na mesma fazenda que foi comprada pelo pioneiro da família, Marcelino Brandelli, bisavô de Ademir, em 1887. Depois de Marcelino, os filhos e netos deram continuidade à atividade agrícola: César Brandelli (avô de Ademir) e Laurindo Brandelli, (pai de Ademir), que fará 80 anos em março.
A produção da Don Laurindo é prioritariamente comercializada no Brasil: 35% no Rio Grande do Sul, 30% em São Paulo e o restante distribuído pelos vários estados. Para Ademir, a maior dificuldade para os vinhos nacionais em relação aos vinhos importados é fazer frente aos baixos impostos cobrados em outros países em relação ao Brasil. Enquanto os vinhos produzidos no Rio Grande do Sul são taxados em 54%, os vinhos chilenos e argentinos recebem entre 18% e 20% de tributos em seus países. Além disso, há a tendência histórica do brasileiro de valorizar mais o que é de fora do que o produto nacional.




