Cachaça Triunfo: história de amor e empreendedorismo a transformou em referência nacional

Publicado por Redação em 23 de junho de 2026

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Linha especial de cachaças da Triunfo

A história da Cachaça Triunfo iniciou bem antes da primeira garrafa chegar ao mercado. Antes de se tornar uma referência nacional em turismo rural e produção de destilados artesanais, o empreendimento nasceu de uma promessa de amor feita ainda no namoro entre Maria Júlia de Albuquerque Baracho e Antônio Augusto Monteiro Baracho na cidade de Areia, na Paraíba.

“Antes de ser um caso de sucesso, é um caso de amor”, resume Maria Júlia. Segundo ela, há mais de 40 anos, Antônio Augusto falava que um dia teria um engenho para produzir “a melhor cachaça de Areia”. A determinação do então namorado foi decisiva para conquistá-la.

Maria Júlia de Albuquerque Baracho tem uma linda história de superação empresarial ao lado do esposo, Antônio Augusto Monteiro Baracho, quando decidiram produzir a Cachaça Triunfo

O sonho começou a sair do papel em 1994, quando Antônio Augusto herdou uma propriedade rural no município de Solânea, na Paraíba. No mesmo mês em que recebeu a escritura, vendeu a terra por R$ 15 mil para comprar a primeira moenda e o primeiro alambique da futura Triunfo.

“O dinheiro serviu exatamente para comprar os equipamentos. Não sobrou praticamente nada. A prioridade era começar a produção”, relembra Maria Júlia. O desafio, porém, era enorme. Antônio Augusto não sabia produzir cachaça e não havia tradição familiar no segmento. Com isso, as primeiras produções estavam longe do ideal.

Na época, Maria Júlia trabalhava cerca de dez horas por dia fora de casa e, à noite, era responsável por provar as bebidas feitas pelo marido. “A cachaça era muito ruim”, admite, aos risos.

Engenho trabalha com vários tipos e tamanhos de tonéis de madeira para armazenar a cachaça da Triunfo

A virada aconteceu em 1997, quando Antônio Augusto participou de um curso ministrado pelo professor Valadares Novas, voltado para produção de cachaça de qualidade. A partir dali, o casal conseguiu aprimorar o produto e iniciou a busca por espaço no mercado.

Sem recursos para comprar garrafas de vidro, a Triunfo começou vendendo cachaça em embalagens PET. O crescimento só ganhou força quando Maria Júlia, que trabalhava na Justiça Eleitoral, decidiu investir parte da renda extra no sonho da família.

O lindo engenho da cachaça Triunfo recebe mais de 50 mil visitantes por ano

Com o passar do tempo, o casal conseguiu adquirir garrafas de vidro, reformular os rótulos e fortalecer a identidade da marca, homenageando a cidade de Areia, considerada, atualmente, a capital paraibana da cachaça. Maria Júlia chegou a deixar o cargo de analista eleitoral para se dedicar integralmente ao negócio. Ela mesma saía de bar em bar oferecendo a bebida.

“Eu perguntava: ‘o senhor quer Triunfo?’. E ouvi muitos ‘não’. Mas quem pegava uma garrafa, depois queria duas, quatro”, lembra.

Antes da pandemia, a empresa chegou a comercializar entre 200 mil e 250 mil garrafinhas por mês. Hoje, as vendas giram em torno de 130 mil a 140 mil unidades mensais, além das linhas especiais produzidas pelo engenho.

Loja comercializa toda a linha de produtos fabricados pelo engenho Triunfo

E além das tradicionais cachaças artesanais, o Engenho Triunfo também produz rum, whisky paraibano (já premiado internacionalmente) e a Triunfo Ice. A marca conta, ainda, com blends envelhecidos em madeiras como bálsamo, castanheira, jaqueira, canela e carvalho europeu e americano. Segundo Maria Júlia, a versão envelhecida em jaqueira é uma das mais premiadas da empresa.

O crescimento do empreendimento também impulsionou o turismo rural na região. Em 2006, Maria Júlia decidiu abrir as portas do engenho para visitação, iniciativa considerada pioneira no Nordeste.

Atualmente, o engenho recebe mais de 50 mil visitantes por ano e se tornou referência nacional em turismo sustentável e regenerativo. O espaço oferece visitas guiadas, degustações, experiências gastronômicas e vivências ligadas ao café e à produção artesanal.

O Engenho Triunfo também produz rum, whisky paraibano (já premiado internacionalmente) e a Triunfo Ice

A propriedade possui 152 hectares e emprega diretamente 66 funcionários fixos, além de trabalhadores diaristas nos fins de semana. Segundo Maria Júlia, o maior orgulho da família vai além dos negócios.

“Nossos melhores produtos são nossos filhos. Eles não são encantados pelo dinheiro, mas pelo trabalho e pela vontade de melhorar a vida das pessoas”, destacou. O Engenho Triunfo está aberto de segunda-feira a sábado para visitação das 9h às 11h30, e das 13h às 17h. Aos domingos, funciona das 8h às 11h30, com fechamento do parque às 12h30.

Engenho Triunfo
Rodovia PB-079, s/n
Areia/PB
Fones: (83) 99981-7728 |99931-9861
Instagram: @engenhotriunfooficial