Seridoenses dominam a gastronomia de Natal

Publicado em 15 de janeiro de 2010

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Fotos: Canindé Soares/Deguste  
 Pela primeira vez, os donos de restaurantes de Natal nascidos no Seridó se reúnem para uma confraternização
 

A região do Seridó do Rio Grande do Norte, que se tivesse uma capital seria Caicó, tem entre suas características a limpeza e organização de suas cidades, a hospitalidade culinária de seu povo (dificilmente alguém passa pela casa de um seridoense sem ser bem servido) e o empreendedorismo dos seus filhos.

Em Natal, esse empreendedorismo ultrapassou a fronteira do clichê da carne de sol e do queijo do coalho. Embora sejam esses os itens mais representativos da culinária seridoense, o poder de repercussão dos restaurantes originados dessa cultura transita por um universo bem mais complexo e sofisticado do que essas referências folclóricas.


Do sanduíche mais antigo vendido numa esquina, ao restaurante mais glamouroso, o Seridó está presente em todos os estratos sociais da gastronomia, incluindo aí a iniciativa de transformar a arte culinária em foco de ações jornalísticas. Claro exemplo disso é a própria Revista Deguste, que foi idealizada por um legítimo seridoense, o jornalista Luís Benício Tavares Siqueira, que é de Caicó.

Talvez a nossa gastronomia não tivesse a mesma força representativa se faltassem ao mercado marcas como Abade, Âncora Caipira, Brocoió, Camarões, Daguia Tortas Finas, Farofa D’agua, La Tavola, Pinga Fogo, Piazzale, Salomé, Tirinete, e até mesmo a Kopenhagen, que embora seja uma marca nacional fundada no Sul do País, tem suas lojas no RN dirigidas por uma caicoense.

Saber quem são essas pessoas e apresentá-las ao leitor da Deguste foi a missão a qual a revista se propôs nesta primeira edição do ano 2010. Convidamos alguns desses personagens para um brinde com o espumante da Casa Valduga, numa mesa do restaurante Abade, e traçamos o perfil de cada um para esta edição. Foi um final de tarde mito agradável na companhia de todos eles.